Sistema de energia solar: entenda a conta de energia após sua instalação

A energia solar está em crescente expansão no mundo inteiro. Os seus benefícios vão desde a redução de impactos ambientais até a expressiva economia na conta de luz. O imóvel com energia solar é mais valorizado no mercado imobiliário e aproveita toda a insolação do dia para gerar energia limpa e renovável.

Quando esse sistema é conectado à rede de distribuição, o excedente pode virar créditos e diminuir ainda mais o consumo de energia elétrica.

Se voc√™ j√° instalou¬†um sistema solar na sua casa, mas ainda tem d√ļvidas sobre como ser√° a nova forma de cobran√ßa, n√£o deixe de ler este artigo. Separamos todas as informa√ß√Ķes que voc√™ precisa saber sobre o tema. Acompanhe!

Como é feita a leitura da conta de energia convencional?

Boa parte das resid√™ncias brasileiras recebe energia el√©trica da concession√°ria de energia, que pode ser oriunda de hidrel√©tricas, termel√©tricas, entre outras fontes. Na conta de luz, s√£o cobrados os custos de fornecimento de energia, encargos e tributos ‚ÄĒ sendo que os encargos setoriais e tributos s√£o definidos por lei.

Então, a ANEEL soma os custos de geração de energia, transporte da energia até o consumidor (distribuição e transmissão) e encargos setoriais para definir a tarifa de cada distribuidora.

Uma conta de energia convencional é dividida em dois componentes: custo de energia elétrica para revenda (TE) e do uso da rede de distribuição (TUSD).

A primeira parte da parcela (TE) possui caráter neutro, pois o seu custo é repassado ao consumidor final. Já a segunda parte (TUSD) é referente à remuneração da distribuidora pela prestação de serviço ao consumidor final, que está relacionada aos custos da rede de distribuição.

Na conta de energia, os valores de medição da TE e da TUSD são iguais. Somando os dois, chegamos ao valor final da conta. Vamos a um exemplo prático:

Durante 30 dias de medição do consumo do cliente, a distribuidora contabilizou 400 kWh.

Valor total da conta = (400 kWh x Consumo TE) + (400 kWh x Consumo TUSD)

Vale lembrar que em algumas cidades pode ser cobrada uma taxa extra referente √† ilumina√ß√£o p√ļblica, esse item √© um valor fixo e n√£o √© multiplicado pelas taxas TE e TUSD.

O que muda com a instalação do sistema solar em relação à conta de energia?

Devido √†s altera√ß√Ķes feitas depois da instala√ß√£o dos pain√©is fotovoltaicos em uma resid√™ncia, √© preciso criar um sistema de compensa√ß√£o de energia. Ele √© regido pela resolu√ß√£o normativa n¬į 482 da ANEEL, que d√° a seguinte defini√ß√£o de sistema de compensa√ß√£o de energia el√©trica: sistema no qual a energia ativa √© injetada por unidade consumidora com microgera√ß√£o ou minigera√ß√£o distribu√≠da. A energia √© cedida √† distribuidora local por meio de empr√©stimo gratuito e √© compensada com o consumo de energia el√©trica ativa.

Agora, veja as mudanças na conta de energia provenientes da instalação do sistema solar:

Redução do consumo de energia

A primeira mudança significativa na conta de luz é a redução do consumo de energia. Durante o dia, o fornecimento da energia elétrica será feito pelas placas solares e não da energia fornecida pela distribuidora. Desta forma, o medidor de sua casa não contabilizará nenhum consumo de energia, uma vez que a energia produzida pelas placas está sendo consumida instantaneamente. Da mesma forma, o medidor também não contabilizará nenhum crédito de energia, pois ela já foi totalmente utilizada pelos aparelhos elétricos da sua casa. Utilizando o mesmo exemplo anterior, o consumo que era de 400 kWh tende a diminuir para 350, 300 kWh e assim por diante.

Mudança nos componentes antigos e Inclusão de novos

Como agora sua casa produz energia, é necessário diferenciar na sua conta quais componentes são relacionados ao consumo de energia e quais são relacionados à produção de energia.

Os componentes antigos “Consumo TE‚ÄĚ e ‚ÄúConsumo TUSD‚ÄĚ passam a se chamar ‚ÄúEnergia Ativa Fornecida TE‚ÄĚ e ‚ÄúEnergia Ativa Fornecida TUSD‚ÄĚ. Basicamente estamos falando da energia que a distribuidora forneceu para a sua casa naquele per√≠odo.

Tamb√©m s√£o adicionados dois novos componentes complementares: ‚ÄúEnergia Injetada TE‚ÄĚ e ‚ÄúEnergia Injetada TUSD‚ÄĚ. Estes s√£o os nomes t√©cnicos dados para os cr√©ditos de energia, ou seja, representam toda a energia que foi produzida pelas placas solares, n√£o foi consumida instantaneamente pelos aparelhos el√©tricos da sua casa e, ent√£o, foi injetada na rede da distribuidora.

Desse modo, o medidor de energia do cliente contabiliza a energia que foi injetada na rede e a energia que foi consumida da concessionária. O valor final da conta é a diferença entre os dois. Você poderá notar que os componentes relacionados à quantidade injetada na rede distribuidora aparecem com valor negativo.

Lembre-se de que as tarifas TE e TUSD, definidas pelo governo, possuem valores iguais, tanto para a parte de energia injetada quanto para a parte de energia recebida da rede de distribuição.

Custo de disponibilidade

O custo de disponibilidade √© um fator que sempre existiu em sua casa, por√©m voc√™ provavelmente nunca o observou em sua conta de energia. Dependendo do tipo de liga√ß√£o el√©trica, cada resid√™ncia no Brasil pode ter uma das tr√™s classifica√ß√Ķes abaixo e o custo da disponibilidade √© definido da seguinte forma:

‚󏬆¬†¬†¬†¬†¬†¬†sistema monof√°sico: o custo equivale a 30 kWh por m√™s;

‚󏬆¬†¬†¬†¬†¬†¬†sistema bif√°sico: custo equivalente a 50 kWh por m√™s;

‚󏬆¬†¬†¬†¬†¬†¬†sistema trif√°sico: custo de 100 kWh por m√™s.

Isso significa que se o seu consumo de energia naquele mês for inferior ao custo de disponibilidade, você será tarifado pelo custo de disponibilidade. Vamos a um exemplo:

Vamos supor que você tem uma residência com classificação trifásica e foi viajar, ficando um mês inteiro fora de casa. Seu consumo de energia naquele mês foi de apenas 47 kWh. Neste mesmo mês, a sua distribuidora irá lhe enviar uma conta de energia equivalente a 100kWh. Esse valor é cobrado pelas distribuidoras para garantir que você tenha energia em sua casa a qualquer hora que precisar.

Toda vez que a diferença entre a quantidade de energia consumida e a quantidade de energia injetada pelo sistema solar for inferior ao custo de disponibilidade, este então será tarifado.

Nada melhor que alguns exemplos para esclarecer:

Exemplo 1: Ligação trifásica com consumo mensal de 400kWh e energia injetada mensal de 380kWh. A diferença é de 20kWh. Neste caso, o custo de disponibilidade tarifado à clientes trifásicos será de 100kWh.

Exemplo 2: Ligação bifásica com consumo mensal de 400kWh e energia injetada mensal de 380kWh. A diferença é de 20kWh, Neste caso, o custo de disponibilidade tarifado à clientes bifásicos será de 50kWh.

Exemplo 3: Ligação bifásica com consumo mensal de 400kWh e energia injetada mensal de 300kWh. A diferença é de 100kWh. Neste caso, não será cobrado custo de disponibilidade pois a diferença é superior ao valor definido para clientes bifásicos (50kWh).

O valor do custo de disponibilidade aparecer√° em sua conta como ‚ÄúCusto de Disp. Energia TE‚ÄĚ e ‚ÄúCusto de Disp. Energia TUSD‚ÄĚ.

Saldo acumulado

Outra mudança que acontece na conta de energia é o saldo de energia injetada quando a quantidade de energia gerada pelas placas solares é maior que o consumido pela concessionária. O crédito pode ficar registrado no rodapé da conta; ele é acumulativo e por lei tem validade de 60 meses.

√Č comum que em alguns meses a produ√ß√£o de energia seja maior e em outros menor. A diferen√ßa de esta√ß√Ķes influencia diretamente na performance do sistema fotovoltaico, devido √† insola√ß√£o que n√£o √© igual durante o ano todo.

Se em alguns meses a produção é menor e em outros é maior, não precisa se preocupar: o consumo também varia, fazendo com que um período compense o outro.

Como realizar a leitura da conta de energia?

De acordo com a resolu√ß√£o normativa n¬į 482 da ANEEL, a distribuidora de energia deve informar todo m√™s na fatura de energia:

¬∑¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†Participa√ß√£o no Sistema de Compensa√ß√£o de Energia El√©trica: essa informa√ß√£o consta no campo subclasse/classe, de acordo com a resolu√ß√£o normativa n¬į 414 da ANEEL, e define em qual classifica√ß√£o o im√≥vel √© enquadrado e o tipo de sistema instalado;

·        Saldo anterior de créditos, em kWh;

·        Energia elétrica ativa consumida;

·        Energia elétrica ativa injetada: quantidade de energia gerada pelo sistema solar;

¬∑¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†Hist√≥rico da energia el√©trica: o hist√≥rico deve ser da energia consumida e injetada nos √ļltimos 12 ciclos do faturamento;

·        Total de créditos utilizados: esse total é correspondente ao ciclo da conta atual;

·        Saldo atualizado de créditos;

·        Total de créditos expirados no ciclo;

·        Próxima parcela de créditos a expirar: além da quantidade de créditos a expirar, deve estar esclarecido em qual ciclo de faturamento o crédito vai expirar.

O que fazer em caso de mais d√ļvidas?

A distribuidora de energia el√©trica √© respons√°vel por fornecer as informa√ß√Ķes ao cliente ap√≥s a instala√ß√£o do sistema. A Envo, al√©m de fazer o projeto de energia solar e a instala√ß√£o, faz o acompanhamento durante tr√™s meses com o cliente. Um consultor entra em contato com o cliente assim que chega a nova conta para explicar todas as diferen√ßas e sanar poss√≠veis d√ļvidas.

A instala√ß√£o de energia solar altera a maneira com que os dados da conta de energia s√£o mostrados ao cliente, devido √† altera√ß√£o na maneira que a energia passa a ser utilizada na resid√™ncia. Entretanto, a dificuldade de entender as informa√ß√Ķes tende a acontecer apenas durante as primeiras contas.

Quer saber como voc√™ pode instalar um sistema de energia solar no seu im√≥vel e economizar na conta de luz? Entre em contato conosco e conhe√ßa as nossas solu√ß√Ķes!